Sob um novo ângulo
  

Meu amor

 

Acordar ao lado de quem você ama e contemplar o sono profundo dele é um dos meus hobbys, principalmente depois que me casei. Não há nada mais revigorante que abraçar e encostar minha cabeça no peito do meu amor, escutando piamente as batidas do seu coração, num ritmo calmo e profundo.

 

Outra tática é protelar ao máximo que ele deixe o calor da cama para ir trabalhar. Atiçar a preguiça e com cara de sono dizer que ainda é cedo para se levantar. Ai como é bom estar casado...

 

Melhor ainda é estar ao lado de um ser que, como outro qualquer (com defeitos e qualidades), se destaca pelo carinho e atenção devolvidos a mim.Compartilhar isso que está acontecendo comigo é, de certa forma, mostrar que todos nós merecemos e, se quisermos, encontramos um amor (mesmo que seja do estilo novela mexicana – com todos os percalços possíveis e impossíveis – ou tranqüilo, como é o meu, com nome e codinome: Marinho).



Escrito por Vladi às 14h36
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Virando a mesa e arriscando sem temer o desconhecido

Nem sempre é fácil tomar uma decisão na vida. Pensamos, pensamos e pensamos. Mas para onde será que levará tanta reflexão? É simples: a um curto-circuito cerebral (risos), o popular derrame (brincadeira).

Sempre, desde que existo, incentivo, estimulo e assopro a areia do chão para descobrir os caminhos que a vida oferece. Sou taxado de racional aos olhos da vítima indecisa e insensível também. Eu também sinto isso, mas não posso maquiar um cenário insatisfeito, e deixar que amigos, amores sigam pagãos pela insossa maneira de se conformar com o que tem. Admito que encorajo todos a serem diferentes, e que façam a diferença.

E, certamente, eu, como ser humano com defeitos e qualidades, também passo pela confusão de ir ou não, descer ou subir, e, às vezes, sou criticado por esperar demais. No entanto, existe um momento certo, uma fração de segundos, em que a porta se abre. Descobrir isso não é tão simples quanto parece.Tenho todos meus projetos desenhados dentro de mim. E sei que conquistarei todos, e novos irão surgir. A vida é assim: uma incessante roda-gigante de sonhos e desejos.

Um grande sonho que sempre acalentei estará se concretizando até outubro. De malas quase prontas, estarei rumando para a metrópole, a selva de pedra. Dizer que não tenho medo? Mentira, é claro que tenho. Mas por que deixar de agarrar esta oportunidade de alçar vôo por medo de frustrações e investidas mal-sucedidas? Já dizia o poeta, “tudo é válido se a alma não é pequena”. E, a minha, bem é quilométrica.



Escrito por Vladi às 11h00
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Vôo rasante com medo...

Vôo rasante com medo de cair. Na minha adolescência tive uma seqüência de sonhos deste gênero. Sempre, lá estava eu na cabeceira de uma ladeira, de terra, atirando-me num vôo a meio metro do solo. Estranho, não é?! Uma vez li que sonhar que você está voando significa uma busca infinitesimal pelo sucesso, e quanto mais alto, mais o topo tende a alcançar. Eu encanei depois de ler isto, já que meu singelo sobrevôo não ultrapassava os seus 50 centímetros de altitude.

Imagina isso para um adolescente (com todas as suas aborrecências a tira colo) que não sabe ao certo o que o futuro lhe espera, acrescente aí alguns anos de desemprego. Desesperador. Porém, muita calma nesta hora, como diz uma amiga. Esta fase passou e o sonho se foi também. Os anos correram, e aqui estou: ainda repleto de dúvidas e sombras. Os fantasmas eu dei uma folguinha em julho – era férias escolares –, eles também merecem um descanso.

Atualmente eu não leio mais os significados dos sonhos. Inclusive, ultimamente, nem sonho mais. O dia-a-dia me consome tanto que desmaio nos lençóis. A manhã bate tão cedo na minha janela, que se havia sonhado, já esqueci. Mas se as imagens não invadem soturnamente meu subconsciente, as histórias do faz-de-conta e quero-ser acontecem durante o dia, numa pausa cerebral para refletir alguns planos e objetivos.

As reviravoltas estão sempre acontecendo na minha vida, e também nas pessoas que conheço: uma separação depois de alguns anos, uma viagem (ou melhor duas viagens longas para outro continente) e casos enrolados daqueles que no final o que acontece já é sabido por qualquer um, menos para quem está envolvido na historinha – amores proibidos, com gosto de desejo, mas destempero no “the end”.Se eu fosse disciplinado, coisa que não é do meu biótipo comportamental, rascunhava todos meus sonhos para analisar daqui alguns anos. Mas, o melhor é estar com os olhos abertos na hora do vôo e os pés meio arriados para qualquer imprevisto numa decolagem não planejada. Por hoje é só pe-pe-pe-pessoal! Ou that´s all folks!



Escrito por Vladi às 10h16
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Remoldagem

Se aproximar do primeiro um terço de vida é o primeiro dos conflitos da existência. Não digo que ultrapassei a barreira dos chamados “inta”, mas não escondo que estou experimentando uma, digamos, tensão prematura.

Os primeiros sintomas foram desencadeados quando completei um quarto de século há mais de três anos. Esse foi o pontapé inicial para a contagem regressiva da minha vida. Antes disso nem sempre pensamos no peso que a idade traz com o passar dos anos. Eu não pensava!

Agora o ângulo é bem diferente: eu começo a priorizar outras coisas além de uma noitada regada a bebida e sexo sem compromisso (bem... quanto ao sexo descompromissado ... sempre fui muito romântico para aderir a este modelo de vida).

Nesta minha fase estou revendo muitas coisas que aconteceram no passado, traçando projetos para o futuro e fazendo uma releitura de tudo ao meu redor.

Há sete meses conheci um homem maravilhoso que está acrescentando muitas coisas boas na minha vida. Não foi o amor à primeira vista como nas fábulas encantadas. Pelo contrário, é uma relação extremamente madura e serena, sem aquelas cobranças típicas de amor febril, marcado pelo não “sei viver sem você” e pelas incontáveis dedadas no telefone celular, sem contar os torpedos.

Admito que o que vivo hoje é algo totalmente novo na minha vida, considerando que sou flagelo de uma relação devastadora, em que o coração quase saía pela boca. Mas também condiciono isso ao meu amadurecimento complementado com o extermínio da carência (aliás, essa tal de carência derruba qualquer um).

Eu sei que é quase impossível controlar os atos quando a mente teima em não funcionar, mas é uma questão de meditação, olhar para dentro e, claro, analisar tudo antes de tomar uma decisão. Ser racional nem sempre significa ser frio ou calculista. Continuo o último dos românticos, com apenas um adendo: o de querer o que é o melhor pra mim e de oferecer o mesmo a quem estiver comigo.

Felicidade plena não existe mesmo. Para compensar essa descoberta, decidi viver um dia de cada vez ao extremo, sem deixar de olhar um pouco, só um pouco, para o amanhã.



Escrito por Vladi às 21h31
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Somos descendentes de Adão e Eva?!

Aos sete anos de idade um megaponto de interrogação despencou sobre a minha cabeça, disseminando uma série de dúvidas, tais como o que sou?, De onde vim? e, Para onde vou? Esta última era a que mais me causa calafrios porque nunca tive – e até hoje não tenho – terror da morte, mas sim do pós-morte (será que tudo o que vivemos aqui é deletado como um arquivo, permanecendo na lembrança das suas gerações?). Foram essas três incógnitas que me fizeram, no início da minha idade escolar, a questionar a existência humana.

Antes não sabia se era um criacionista (para quem o homem descende de Adão e Eva) ou um evolucionista (adepto da teoria da evolução das espécies de Charles Darwin). Mas como um aficionado pela tecnologia – característica típica de um aquariano futurista –, uma parte de mim acreditava piamente que todos somos átomos. Agora a outra – que crê na existência de um Ser unipresente – pautava-se nos princípios de que a terra foi criada por Deus.

Desde os sete anos, eu busco uma harmonia entre esses dois pontos. E, pouco mais de duas décadas de reflexão, cheguei à conclusão de que a melhor alternativa é digerir um pouco de cada coisa e criar sua própria teoria do existencialismo.

Continuo acreditando no Ser maior, mas também não posso fazer vistas grossas para as descobertas da ciência. Sobretudo, penso que o Ser maior sou eu mesmo, e a divindade exala de dentro de mim. A dádiva nada mais é que você acreditar no seu potencial e investir.

Quando conversamos com Deus, Jesus, Alah ou outra denominação conforme a religião, estamos falando com a gente mesmo, na tentativa de uma luz para os nossos problemas. Essa conversa interior é o principal estímulo para nossas decisões.

Parece um pouco “umbigocentrista”  se considerar um todo-poderoso e descartar o empurrãozinho do plano astral, mas prefiro pensar assim. Sei que a fé move montanhas, mas de nada adiantaria acreditar e rezar se não andarmos com nossas próprias pernas.



Escrito por Vladi às 11h11
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Amor digital

Eu sempre paro para pensar como alguém pode manter um relacionamento virtual por meses ou anos sem um contato físico, permanecendo apenas na troca de emoções usando consoantes e vogais de um comunicador instantâneo. Parece coisa de louco, não é?! Mas se você parar para analisar, sabe que por um lado não é.

Tenho uma amiga que em setembro embarca para a Itália para conhecer seu namorado virtual de pouco mais de sete meses. Será a primeira viagem dela para outro país e, garanto, dá muito medo. Ela se preparou: estudou italiano e está recebendo todo o apoio do seu namorado, inclusive todas as frases feitas que ela deverá responder na alfândega (o terror de todos, risos).

Bem, assim como eu (internauta inveterado), ela também conheceu o namorado na sala de um bate-papo (mas confesso que não tenho a paciência de namorar somente no terreno virtual, ela tem bem mais). Aliás, este é o segundo que ela namora virtualmente, deve estar pegando gosto pela coisa.

O engraçado é observar a cumplicidade que envolve os sentimentos entre duas pessoas separadas pelo computador e algumas milhas de distância (sem contar que as conversas picantes também são ótimas experiências e bastante saudáveis. Afinal um gozo virtual não oferece risco a ninguém e pode ser interessante). Mas voltando ao assunto. A interação diária, como horários marcados para se ver, intercalados com ligações telefônicas, resulta sim no envolvimento afetivo e por que não no sofrimento mútuo. Isso eu percebi pela mudança de humor dela, comprovando que os “ups e downs” de um relacionamento convencional também existem num virtual.

As brigas homéricas são engraçadas. Porque, geralmente, estamos acostumados a ouvir os desabafos e não lê-los. Fora que ao escrever você tem o controle e tem a vantagem de pensar e repensar antes de postar a mensagem. No mundo real, a história é bem diferente: no calor da briga, quase sempre não pensamos – muito menos temos tempo de analisar os efeitos colaterais – antes de rasgar o verbo e, às vezes, assassinar a gramática (risos).

Admito que me causa fascinação essa capacidade de namorar horas a fio olhando apenas para o monitor, fantasiando o toque e o sabor do beijo, mas sei que no final das contas todos queremos mesmo é o saborear o método antigo:onde possamos olhar nos olhos, sentir a respiração e o arrepio que vai da cabeça aos pés, considerando a taquicardia e o friozinho gostoso na barriga.



Escrito por Vladi às 11h38
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Escrito por Vladi às 13h10
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   Racionalizando o cérebro

As pessoas teimam em complicar seu destino e depositam a culpa nela, a coitada da vida. Coitada mesmo, porque ela não faz nada, partindo da concepção do livre-arbítrio – ir e vir -, o que, na realidade, comprova que os culpados somos nós mesmos. Eu ainda tento de todas as formas desvendar o por quê da atração pelas coisas consideradas “quase impossíveis”. Essa afeição desmesurada e, a olhos de observadores, quase sem compreensão, interfere unilateralmente no dia após dia da gente.

De um ano para cá eu tento descomplicar ao máximo a minha vida, tornando-a mais simples possível, através da transparência dos meus atos e pensamentos. Aprendi que expor o que eu gosto e o que não me atrai, tanto para a família quanto na relação com meu namorado, encurta o caminho para a harmonia. 

É claro que existe uma parte dentro de mim que clama pela adrenalina (cheia de radicais livres, enrugando minha testa) da era “que se dane o mundo”, mas a outra reconhece que essa época já era. Hoje prezo mais do que nunca tranqüilidade e a sinceridade entre as pessoas. No mais amplo sentido da palavra, acredito que o pilar das relações interpessoais depende destes ingredientes, transmitidos por meio do diálogo. Desde a censura de um amigo sobre seu comportamento em determinada situação até a cara feia do seu namorado ao te repreender por usar aquele decote generoso na noite passada. Brigas homéricas existem e podem ocorrer a qualquer instante, mas elas podem ser substituídas, prevalecendo a conversa civilizada. Talvez eu não tenha mais saco para comportamentos infantis e comuns de “aborrecentes”. Tudo isso se deve ao amadurecimento (a racionalização do funcionamento cerebral).

Antes batia o pé, esbravejava interiormente e abrigava um vulcão a ponto de erupção. Cheguei ao ponto de quase criar um úlcera de tanta instabilidade interior. O mais interessante é que percebi que o estresse emocional causado pelas inseguranças e as ansiedades diante de um caminho sem rotas claras não leva a nada, só causa desgosto e frustrações, além de destemperar seu humor.

Não digo que existem dias que minha estima cai mais que a temperatura no Alaska, mas meu comportamento é bem diferente agora. Administro melhor esse “I´m not in the mood”, transformando-o em “problema solucionável a curto prazo”. Desta forma sei que tudo pode ter uma alternativa, o que devemos considerar é que nem sempre será 100% como a gente quer e nem seguirá o cronograma criado por cada um de nós.



Escrito por Vladi às 13h07
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Do latim insanitate, a insanidade é algo que acompanha nosso dia-a-dia. Quem nunca cometeu um ato impensado na vida, movido simplesmente pelo ímpeto descontrolado da emoção.

Uma vez congelei e fracionei o dia em horas intermináveis. Foi muito bom, mas a realidade sempre bate a porta no final das contas.

Engraçado é o pensamento de plenitude daquela doce ilusão, que é combustível essencial para a gente.

A insanidade supera a flechada do cupido certeiro e bom de mira. E o pior – pasmem! – não tem antídoto que combata esse mal necessário. Mas é tão bom! Revigora, traz o viço mesmo que por tempo determinado.

Parece testemunho de um romântico brega e démodé, mas assino minha eterna sina de querer bordar flores e selar caixas com fitas de setim em todos os romances.

A insanidade também é irmã da loucura e prima da inconseqüência (risos). Vamos uníssonos cometer, mesmo que pelo menos uma vez na vida, um ato desconcertante e pouco natural na nossa rotina. Para que se prender num quadrilátero cinza, de paredes geladas, se o mundo é tão vasto.



Escrito por Vladi às 22h20
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By David Sacks

Esse texto estava perdido numa pasta no meu computador, e decidi compartilhá-lo aqui no meu blog.

Gotas de sândalo inebriam o olor de uma doce melodia. Um cenário atípico numa paisagem desconhecida, remota e imponente emerge uma visão alucinógena a ponto de transpor as barreiras do sub-inconsciente.

Ao mesmo tempo que estou aqui num quarto amarelo cercado e ilhado por paredes insensíveis e mudas, refugio-me em meus pensamentos e resgato os bons momentos nas poucas horas de eternas sensações vividas com você.

Sabendo e temendo o futuro, pouco me importo das conseqüências de um amor eloqüente e juvenil - e por que não associá-lo ainda ao sentimento de puberdade, evolução sexual e emocional de um adolescente precoce.

Incógnitas que cercam minha vida.

O que será deste amor e deste sentimento devastador que sinto?

A ponto de ser insano – beirando entre a lucidez e a maluquice – reservo dentro de mim notas de uma melodia ingênua, como aquela que traduz fielmente nossas vidas.

Como uma ninfeta que se recusa a abandonar a inocência, temendo se perder ao deleite dos prazeres da vida, luto, sem êxito, contra esta dor forte no lado esquerdo do peito.

Morrerei, sim, mas jamais deixarei de viver.



Escrito por Vladi às 21h50
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Não importa se sua origem é turca ou chinesa – muito menos se é a paixão dos holandeses –, a tulipa é uma flor que se destaca pela simplicidade e pela beleza singular. Solitária e com seis pétalas, ela expira o romantismo ingênuo e raro nos dias atuais.

 

A originalidade também é um dos adjetivos de quem aprecia a flor (inspirada na palavra tulipan, que significa turbante). Tenho certeza que a criatividade é a arma infalível na arte da conquista e da sedução, e nada é mais autêntico do que demonstrar o amor com tulipas – sejam elas vermelhas, amarelas ou uma das outras variedades de nuances e tamanhos dessa planta da família da Liliáceas.

 

Eu tenho uma grande amiga que ama essa flor e que até hoje não foi presenteada com ela. Para você, eu dedico esse singelo texto e essa foto.

 



Escrito por Vladi às 21h39
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   Madrugada sem sono...conversa de maluco

 

Ter ansiedade é como ter um câncer. Não estou exagerando no sinônimo. Vejam só. Perder a fome, sentir reações, como falta de sono, calafrios, tremedeira, sem contar que algo parece que te corrói por dentro. A ansiedade é assim.

Ela caminha sempre ao lado das nossas mudanças, e adora as radicais. Como uma solitária, devora tudo que vem pela frente, e causa uma espécie de medo do desconhecido. Gera uma insegurança tremenda.


Tudo isso tem um só propósito: evitar que vc arrisque. É muito mais seguro (e por que não cômodo) continuar no mesmo caminho, a testar outro mais atraente e que, digamos a certo modo, parece o ideal para você.

O medo de desbravar novas terras tende a aumentar com o passar dos anos. Quando somos jovens e inconsequentes, não temos medo de nada. Também nem sabemos, muitas vezes, o que é isso. Agora, a partir dos vinte e poucos, quase trinta - que é o meu caso - nem sempre é tão fácil arriscar e mudar.

A única coisa que pode estimular qualquer pessoa a saborear o novo é a aquela martelada contínua e sem pausa dentro da sua cabeça. Mais ou menos assim: "Se eu não tentar, posso me arrepender, Se eu não tentar posso me arrepender" Aqui está a senhora Consciência.

Mas de algum lugar inóspito aparece outro habitante pouco altruísta e, digamos, quase sem graça. É a senhora Razão. Ela está sempre pronta para contra-atacar, e replica: "Que garantias você tem que alcançará o sucesso e a felicidade arriscando?"

Nessa conversa de maluco, entra uma terceira personagem: o nosso Eu interior. Acho ele um pouco confuso, às vezes. Sem argumentos na manga, ele não esconde que é um admirador das mudanças, claro que responsáveis. Ele diz: "Você pode mudar sim, mas com calma. Deixa o tempo te mostrar."

Depois de meia hora de uma batalha imaginária, calada e completamente insana. Eis que surge o veredicto. E é esse: a consciência pesa (e pesa muito), por isso o melhor caminho é arriscar, mas, não dá para desconsiderar o Eu Interior. Desta forma, arrisco, mas com um passo de cada vez, responsável, e meticulosamente calculado.

A idade tem suas virtudes e suas desvantagem. O amadurecimento também. Mas temer o novo, pensando bem, jamais!

A foto acima é uma das obras do fotógrafo austríaco Christian Oth

 



Escrito por Vladi às 12h40
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   Deixar de ser para estar

Sempre queremos ser algo, mas nem sempre sabemos como alcançar. É curioso parar para pensar, tentar encontrar e delinear planos.

O mais engraçado é querer ter controle de reações que imaginamos que teríamos, enquanto nem a vivemos. Questionar é algo encrustado no ser humano. Evoluir faz parte da vida de todos, regredir jamais. Mas será que a regressão também não nos mostra alternativas interessantes de vida? Ás vezes paro, reflito e converso comigo mesmo: a consciência é a nossa melhor amiga e, nem sempre, diz o que queremos ouvir.

Entre o certo e o errado. Que caminho tomar. Você já parou para pensar que o seu certo não significa, em todas as letras, o do seu parceiro, amigo ou conhecido. Divergências estão a nossa volta, e, diferentemente do que algumas pessoas analisam, eu gosto dessa "incompatibilidade de gênios". Ela atiça minha mente e aguça meus sentidos para o que realmente vale a pena se viver.

Por issso, não tenha medo de ser diferente. Ou melhor: faça a diferença.



Escrito por Vladi às 22h27
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